Amigo: aquele que te impede de fazer merda? ou
Amigo: aquele que junto com você faz merda?
E vamos juntos, felizes e contentes jogar as oportunidades de fazer coisas boas pelo ralo, ver a vida passar sem tirar o menor proveito disso. Se refestelar nesse lodo de futilidades que são nossa coisas em comum. Caminhar sem rumo, sem ter a mínima idéia de onde ir. Caminhamos juntos, porque nenhum de nós faz a mínima idéia do que significa ter personalidade. Vamos uns com os outros porque é agradável transferir para o outro, que não sabe o que quer, a nossa decisão pessoal, além de ser fascinantemente perigoso. Amamos o perigo de ser vagabundos pelas ruas indiferentes da cidade. Essa indiferença também nos agrada, e isso nos faz sentir bem em qualquer lugar, pois em qualquer lugar pode-se ter o despeito a que estamos afeiçoados. Entretanto, não conseguimos permanecer muito tempo sozinhos, pois esse desprezo é grande para alguém tomá-lo só para si.
É a esmo que escolhemos a hora de partir, nessas caminhadas infinitas, sem ponto de partida e muito menos de chegada. Nós começamos quando nos encontramos por esta via, identificando, no rosto de cada um de nós, o estouvamento causado pela incompreensão de que pelo menos um de nós tivesse a coragem de ir na frente para saber aonde diabos essa via vai parar. Ainda não assimilamos isso, ainda nos sentimos abandonados, sem os palpites de uma certa pessoa sobre que estrada tomar, como se tivesse perdido a pasciência com a nossa lentidão, falta de senso de direção e nos deixado pra traz. Nossas pernas continuam, na esperança de alcançá-la, num movimento neorótico e apressado, os passos, nossa única forma de pensamento. Esse desespero, não de estar perdido, mas de não ter com quem mirar no horizonte, que nos fazia felizes, nos comove e enlaçamos o outro com o braço e colocamos os olhos no horizonte, sem focar, e os abraços são tão leves, que os braços parecem não ter peso nenhum; estes braços são tudo o que temos. Às vezes temos que usá-los para puxar alguém que se afasta para um lugar perigoso, ou sem mais nem menos tende a ir para o meio da rua, sem prestar atenção; mas quando olha com aqueles olhos perdidos e uma expressão pasma e diz o que todos sabemos, mas não ousamos admitir, temos vontade de deixá-lo ir, sentimos ódio: gostaríamos de lhe dar uma bronca, de dizer pra não deixar agente só nessa caminhada vazia de sentido, de dizer: "Enão vai seu babaca!!",mas.. também não temos razão de permanecer. Assim seguimos, de cabeça baixa, ou, mesmo que de cabeça erguida, sempre desviando os olhos do sol. Contemplamos nossas faces amareladas e nossos sorrisos, que são como o de uma senhora que ia mostrar sua flor preferida à vizinha e viu que a flor murchara.
Não vamos a lugar nenhum
A nossa caminhada não tem sentido algum
Um dia a pista acaba e é só, sem sinalização, sem qualquer construção humana num raio de infinitos quilômetros.
E vamos juntos, felizes e contentes jogar as oportunidades de fazer coisas boas pelo ralo, ver a vida passar sem tirar o menor proveito disso. Se refestelar nesse lodo de futilidades que são nossa coisas em comum. Caminhar sem rumo, sem ter a mínima idéia de onde ir. Caminhamos juntos, porque nenhum de nós faz a mínima idéia do que significa ter personalidade. Vamos uns com os outros porque é agradável transferir para o outro, que não sabe o que quer, a nossa decisão pessoal, além de ser fascinantemente perigoso. Amamos o perigo de ser vagabundos pelas ruas indiferentes da cidade. Essa indiferença também nos agrada, e isso nos faz sentir bem em qualquer lugar, pois em qualquer lugar pode-se ter o despeito a que estamos afeiçoados. Entretanto, não conseguimos permanecer muito tempo sozinhos, pois esse desprezo é grande para alguém tomá-lo só para si.
É a esmo que escolhemos a hora de partir, nessas caminhadas infinitas, sem ponto de partida e muito menos de chegada. Nós começamos quando nos encontramos por esta via, identificando, no rosto de cada um de nós, o estouvamento causado pela incompreensão de que pelo menos um de nós tivesse a coragem de ir na frente para saber aonde diabos essa via vai parar. Ainda não assimilamos isso, ainda nos sentimos abandonados, sem os palpites de uma certa pessoa sobre que estrada tomar, como se tivesse perdido a pasciência com a nossa lentidão, falta de senso de direção e nos deixado pra traz. Nossas pernas continuam, na esperança de alcançá-la, num movimento neorótico e apressado, os passos, nossa única forma de pensamento. Esse desespero, não de estar perdido, mas de não ter com quem mirar no horizonte, que nos fazia felizes, nos comove e enlaçamos o outro com o braço e colocamos os olhos no horizonte, sem focar, e os abraços são tão leves, que os braços parecem não ter peso nenhum; estes braços são tudo o que temos. Às vezes temos que usá-los para puxar alguém que se afasta para um lugar perigoso, ou sem mais nem menos tende a ir para o meio da rua, sem prestar atenção; mas quando olha com aqueles olhos perdidos e uma expressão pasma e diz o que todos sabemos, mas não ousamos admitir, temos vontade de deixá-lo ir, sentimos ódio: gostaríamos de lhe dar uma bronca, de dizer pra não deixar agente só nessa caminhada vazia de sentido, de dizer: "Enão vai seu babaca!!",mas.. também não temos razão de permanecer. Assim seguimos, de cabeça baixa, ou, mesmo que de cabeça erguida, sempre desviando os olhos do sol. Contemplamos nossas faces amareladas e nossos sorrisos, que são como o de uma senhora que ia mostrar sua flor preferida à vizinha e viu que a flor murchara.
Não vamos a lugar nenhum
A nossa caminhada não tem sentido algum
Um dia a pista acaba e é só, sem sinalização, sem qualquer construção humana num raio de infinitos quilômetros.
meu comentário sumiu.
ResponderExcluirmas era "!"