sexta-feira, 29 de abril de 2011

good old times of stupid sadness

Meu rosto já não é mais o mesmo
Estou mais magro, mais mórbido
Nem tenho mais aquele lirismo
Que seu amor havia me concedido

Por certo, se me ver na rua, por aí
Não mais me reconhecerá, pois mudei muito
Infelizmente, apenas mudanças físicas aqui
A mente não; pelo meu corpo, estou de luto

Me deixaste marcas, irreversíveis as fiz
Algumas foram até feitas por mim, ou não
Cada vez que te vejo, ganho uma nova cicatriz
E não me livro delas, de tão profundas que são

Quando me ver, repito, não mais me verás
Repito, pois lembrei-me de um defeito:
Algum dia tu me viste com te vejo, será?
Fui pra ti como foste pra mim? Perfeito?

Terminado às 04:58 am do dia 27/02/2004

Sob influência de:
Frank Sinatra - Dancing In The Ceiling

mais nada

Mora naquelas casas depois da vírgula
não há quase nada lá
quase nunca passa ninguém
tem um telefone que está sob ameaça de corte
pois é muito usado
mas ninguém mais liga nesse número.

não se sabe ao certo qual número é mais desconhecido
se o da casa ou o do telefone

quem lá vai está ou com pressa, ou só de passagem
ninguém aceita ficar para a janta
ou se aceita, não come quase nada
diz menos.

Ao menos os hóspedes tem obstinação
em não olhar nos olhos,
não arredam os olhos do pé da porta
e nem adentram pela porta.

Com um cuidado excessivo
faz-se de tudo para prender
a atenção do visitante,
que está apegado àquele pedaço de chão
como um passarinho numa linda manhã de primavera

a visita não atina para certas preocupações
para ela é...quase nada
após alguns intantes de nervosismo do anfitrião
a hora tão temida vem,
porém,
de toda tensão
não se percebe ...quase nada

O hóspede desvia os olhos
que já estavam colocados fora do semblante da pessoa.

Disperso, e já longe
tem um desejo imediatista
ter qualquer compromisso
para além daquela casa

ficar só, com fome e em silêncio
parece irresistivelmente melhor
do que alongar a prosa insossa
que de sentido, tem quase nada
quase não se sente a coesão das palavras
a sucessão quase incoerente de idéias
tão sem consistência quanto os assuntos de onde surgiram
a ponto de ser inverossímil
como uma maçã que nasce de uma laranjeira

os esforços que mantém o dono da casa tenso
são quase inúteis
e ele começa a ter certeza disso
quando o outro mal disfarça o quanto está interessado na conversa
quase nada...

com o pensamento disperso em um mar de banalidades
e o corpo inquieto,
começa a observar,
naquele lar desinteressante,
coisas que não tinha o habito de prestar atenção
quando ia na casa de alguém
um vazo de planta, tinta estufada na parede...

O morador conforma-se,
o que ele pode fazer para dissuadi-lo de ir embora?
quase nada...

sente-se mal,
tem a sensação que a visita só não se foi
porque esta ali obrigada

sente-se desconfortável
permanece ali a pessoa indesejada por ela mesma

a necessidade de ir cumpre-se
como uma sina determinada pelo destino
destinada àquele endereço
a que não se destina quase nada.

E o morador recebe aquele destino
tal como se recebe uma fatalidade
sente-se mais só do que antes
antes de ser visitado,
quando não vinha ninguém

além disso
mais nada



quarta-feira, 27 de abril de 2011

Link

Todos meus posts têm sido sobre o mesmo assunto. Mas minha prioridade é o meu próprio blog. Logo, o post de hoje está aqui.

Não recomendado para mentes fracas como a minha.

terça-feira, 26 de abril de 2011

unfinished

The boy
that we use to call her boyfriend
put for us a song
She told him to put this,
"just in case something goes wrong"
but she didn't talk it seriously
because,
she didn't believe
the she would pass away
in such way
in the only way that she used to be pleased
on the winged motorcycle
on the road way
freely

What a bitter irony
such a destiny
or it would be better to say
it was a fate,
that fate would prevent her to get way?
In the choise of that the song
was she feeling?
was she telling the anedocte
that she endured all life long?
what a bad taste joke!
because
since that day,
Our lives all became night
for so long , so long time
but time dosn't relieved our pain
at least for me, it have been painfull the same.

Sense ?!



E hoje fazem quatro semanas, praticamente 1 mês...
E eu ainda ouço da janela do meu quarto o barulho de sua moto subindo, freiando lentamente para passar sobre a lombada. Me imagino olhando para vc neste momento que passa na lombada: o capacete amarelo, aquela bota, aquele sobretudo, e me lembro todos os dias como era linda, vejo videos e confirmo o quão TUDO vc é pra mim, e para sempre será.

Quatro longas semanas, e não sabia que o mundo perderia tanto o sentido sem vc por aqui...
Nada mais funciona direito, os pensamentos voam para todos os lados, e incertezas ficaram mais fortes, vejo inconsistências para achar um lugar firme para pisar, rezando para que abra o chão, ou quebre como gelo... a queda seria mais um fim...

Fechar os olhos?

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Sincronia



Uma garrafa de vinho,
Um final de tarde,
Um som agradável (She Wants Revenge - I Don't Want to Fall in Love),
Um pôr-do-Sol,
Uma companhia perfeita,
Palavras perfeitas,
Um dia perfeito,
Ou aquele dia que foi perfeito?!

Uma dança perfeita,
E um sorriso que não tem como não comentar: o mais lindo.

Posso fechar os olhos e te ver/ouvir nitidamente, me sinto bem fazendo isso...
Deveria fechar os olhos para sempre?

...

domingo, 24 de abril de 2011

HALP

preciso de ajuda
nao de crises de ciumes
nao posso ficar sozinho
so se tiver mais gente perto

odeio escrever sem acentos
mas a urgencia e maior
as musicas me fazem chorar
mas nao por culpa delas

nao sei onde ela esta
e nao sei onde eu estou
cada dia as coisas pioram
mas nao pela falta de coisas boas

minha vida se vai gota a gota
e a ultima gota ja se foi
a ultima gota tinha nome
e eu nao tenho mais gotas ou nomes.

as dores que sempre escondi
e
__x____p
_l___o
d__i
_r__a
__m

nao vou sentir dor para sempre
nao vou amar para sempre
nao vou chorar para sempre
so enquanto eu viver

Sob influência de:
Sarah McLachlan - Angel

sexta-feira, 22 de abril de 2011

poema inacabado

Medo de te perder,
minha solidão tinha nome próprio
eu não tinha
só sentia plenitude de não ser
quando estava ao seu lado.
e era bom sentir a sua existência
porque você existia
sentia,
afinal...
insistia
em viver essa infinda ausência.
Só o seus olhos tristes
hoje ausentes
compreendiam os meus

estes olhos,
agora indigentes

vagueiam como antes
por entre as gentes
mas sem lhes achar o menor colorido

dessa vez numa solidão muda
absoluta
absurda
que eu jamais imaginara

Ai de mim!





Um pouco de mesquinhez, a frio por favor

"é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã" ou "vivemos esperando o dia em que seremos melhores". buuullshit! Continuaremos sem amar as pessoas que não amamos e não haverá o dia tão esperado em que seremos melhores. Porque para diminuir nossa fraqueza encontramos estímulos, para amenizar nossa tristeza temos toda espécie de bálsamo, para não sucumbirmos à própria estupidez, os modelos. Tudo isto pode ser feito pois esses males se originam da inércia, do movimento involuntário. É verdade que a tristeza envolve impulsos ativos, entretanto ela pode ser amenizada de maneira muito eficaz se for transformada em alguma outra coisa, e é um sentimento bastante flexível, pois a metáfora da tristeza é o abaixar a cabeça, então se há um outro impulso em nós forte o bastante para dizer:'transforme esta tristeza' , não é a tristeza mesma, de cabeça baixa, que vai se opor a este impulso. O que a nossa moral diz de sermos 'melhores', é sermos mais generosos, menos egoístas, não sermos mesquinhos, pois isso nos impede de aproveitar bem o tempo que passamos junto com as pessoas. Mas como apreciar o tempo com as pessoas que nos irritam, ferem nosso orgulho, nos deixam com raiva. O que opor ao sentimento de ódio, forte, ativo, pra fora, que se expressa de modo extrovetido,- diferente da tendência ao isolamento da tristeza - que se resvala violentamente em tudo que está a seu redor , se impondo sempre e com urgencia, uma necessidade de primeira ordem, que não pode se satisfazer com as coisas no estado em que estão , que é na essência o descontentamento com o estado das coisas, - o que explica talvez a necessidade de destruir- um sentimento nobre e guerreiro, que não aceita milgalhas nem do destino nem de coisa alguma, a vingança é uma resposta presunçosa ao destino. Algo tão formidável que, se radicalmente realizado, produz efeitos devastadores, se reprimido, cresce perigosamente.
A certeza de que se deve aproveitar bem os momentos com as pessoas.
A incerteza do que fazer com o que se é, com o que não se pode, com essa frustração contida tão escancarada nesses gestos de pura mesquinhez.
Na música, a terça maior, relacionada à alegria o é também ao masculino (extrovertido), a terça menor, à melancolia e ao feminino (introspectivo), não deve ser à toa.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Eternal Seek, Eternal Hide

There's only silence.
For the time I live
was the time you lived
And since you don't live
my time has been more lonely

You went to places
that I've never been
Your life itself
I've never seen

For the time I tried
you vanished
For the time you tried
I hid. I ran.

My turn, and you die.
Is that the best place to hide?
Is that the best place to run to?

As I've always said
Nothing is for ever
Only death.

And death is what brings the end
to any 'forever'.

Should your death die
to bring death to my pain
or should my death itself come?

Come, Mr. Reaper, come.

Sob influência de:
Something like this

sexta-feira, 15 de abril de 2011

- ...
- Vamo no cinema comigo hoje?
- ...
- A gente pode comer chocolate com coca.
- ...
- Te encontro na mesma mesa de sempre?
- ...
- Você vai me dar balão? Igual àquela vez que a gente combinou às 2 e você chegou às 5?
- ...
- Eu lembro que eu fiquei putíssimo. Mas quando você finalmente chegou, tudo ficou lindo.
- ...
- Ok. Te espero na mesa de sempre então. Té mais tarde.

Sob influência de:
Silêncio

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Apenas sentindo seu perfume...

Eu não sou bom em poemas, escritas, composições, nem o caralho a quatro que já foi postado aqui no blog...

Mas eu tenho um sentido, um senso, nao sei, que me fecha, e infelizmente nunca sei soltar o que sinto...

Mas a verdade, é que essa dor está me corroendo por dentro, e as vezes, eu entendo o PQ mtas pessoas querem chegar ao FIM logo, morrer, acabar com a angustia e com a dor...

O mundo é injusto, DEUS é injusto, que por sinal, as vezes até duvido que exista...

Se Deus existisse, calamidades como um cara morfetico que simplesmente entrou numa escola e metralhou as crianças, matou vida inocente..

Se Deus existisse, pq ele nao inverteu as mortes?
Levasse o larazento que sofria bully pra PQP, e deixasse a Ca, que nao fazia merda nenhuma pra uma mosca, com vida!!!

Eu sei que a cada hora que passa, eu sinto a presença dela nos numeros repetidos... forma estranha de me lembrar, mas nunca vou esquecer do dia em que vi 23:23...

Sinceramente me questiono sempre para saber se Ele existe, ou não!

E quando olho para qualquer lado, vejo apenas as lembranças e a dor continua sempre no mesmo lugar.

See you in another life



- Look at us. I'm frozen and you're dead, and I love you.
- It's a problem.
- I lost you when I got in that car. I'm sorry. Do you remeber what you told me once? Every passing minute is another chance to turn it all around.
- I'll find you again.
- I'll see you in another life, when we are both cats.


never felt so bad.
but as i always told her,
tomorrow will be worse.
till the day i can't hold anymore.

Sob influência de:
Sigur Rós - Untitled #4

terça-feira, 12 de abril de 2011

I Know My Luck Too Well

Hand in glove
The sun shines out of our behinds
No, it's not like any other love
This one is different - because it's us


Hand in glove
We can go wherever we please
And everything depends upon
How near you stand to me


And if the people stare
Then the people stare
Oh, I really don't know
And I really don't care

(Kiss My Shades)

Hand in glove
The Good People laugh
Yes, we may be hidden by rags
But we've something they'll never have


Hand in glove
The sun shines out of our behinds
Yes, we may be hidden by rags
But we've something they'll never have

And if the people stare
Then the people stare
Oh, I really don't know
And I really don't care
(Kiss My Shades)

So, hand in glove I stake my claim
I'll fight to the last breath
If they dare touch a hair on your head
I'll fight to the last breath


For the Good Life is out there somewhere
So stay on my arm, you little charmer
But I know my luck too well
Yes, I know my luck too well
And I'll probably never see you again

I'll probably never see you again
I'll probably never see you again
I'll probably never see you again

Sob (total) influência de:
The Smiths - Hand In Glove

Ego

Sim, tinha o ego do tamanho do mundo
de certa maneira, o ego era o mundo
o mundo que tem a seus pés quem eu venero em segredo
o mundo que não divide, a não ser a conta a ser paga
o mundo que exala seu perfume insuficiente e barato,
mas para o que meu dinheiro não é suficiente
o mundo que ri da minha impotência
e me diz que é hora de deixar os supérfulos ,
enquanto come um doce light especial com pedaços de frutas
o mundo que me ameaça severamente ao expor delicados vazos,
que eu jamais poderia comprar
o mundo que não me diz respeito
o mundo que não me diz.
Não, não tinha esse ego
para mim, o seu riso era só fruição,
alegria verdadeira de ser, não de possuir
de ter
laços vivos e saudáveis
pôr um blush nas bochechas coradas
sentir um prazer animalesco enquanto devora mousse com talier
O calor de um abajour que foi pintado com a alegria de uma criança no sítio
O semblante sorridente, o balançar da cabeça indicando que não é por aí
as palavras que não tem significado algum alem de amor

Inveja
Ego
Egoísmo
Querer tudo pra si, ter tudo, e ainda assim não ser o bastante
ser mesquinho demais para retribuir nem o sanduíche da espelunca
sofrer só pelo que não recebeu, nunca pelo que negou
Cego de dor
tal qual criança de colo querendo ser amamentada

não enxerga um palmo à frente do ego
a dor é bem aqui, no umbigo
a dor traz ao pensamento: alguem traga de volta
mas a dor não traz: traga de volta o que eu não pude dar
É confortável não poder
é aconchegante não ter a quem amar
Queria tanto poder abraça-la só mais uma vez
e também Dizer dizer a ela: a amo como nunca jamais amara
Mas se abraça-la só mais uma vez basta,
então há contentamento em não mais encontrá-la?
Penar que ela foi-se embora, mas nunca por ela.
Sofrer uma dor egoísta

haverá perdão?
para os sorrisos que não foram retribuidos
para os gestos de amor mal interpretados
para os momentos desperiçados que não terão reprise



segunda-feira, 11 de abril de 2011

Sinto dor no coração que não mais tenho

Como aquelas pessoas que tem uma perna amputada e sentem coceira no vazio de onde já houve perna.

Uma vez o House resolveu algo parecido.
Um cara que não tinha uma das mãos estava sentindo dor na mão que não tinha.
House botou o cotoco do cara dentro de uma caixa,
através de um buraco.
Havia um espelho na lateral da caixa,
do lado de fora.

O cara bota a outra mão do lado do espelho,
de modo que parece que a outra mão dele estava ali.
O cara deve abrir e fechar as duas mãos.
Logicamente, o cara abre e fecha apenas a mão que resta.
E a dor passou.
O reflexo iludiu o cérebro dele.
Algo assim.

Por isso que eu preciso de alguém parecido com a ela.
Fisicamente e mentalmente.
O reflexo dela pode me iludir.
O reflexo dela pode fazer minha dor passar.

Sob influência de:
Set Fire To Flames - Omaha
Instrumental

domingo, 10 de abril de 2011

O Gosto da Perda/A Perda do Gosto

Era tão fácil esquecer
Algo que queria
Era tão fácil esquecer os sentimentos

Mas descobri do pior jeito
Que não se pode esquecer tudo

E além de não ter esquecido
Depois de tanto tempo
Ainda tenho a esperança
De que dê certo

Eu ainda
Tenho esperança
De que dê certo

Se existe o destino
Você é o meu,
mesmo que eu não seja o seu.

Se existe alma gêmea
Você é a minha,
mesmo que eu não seja a sua.

Por fim, descubro
Que não quero esquecer,
Pois eu ainda
Tenho esperança
De que dê certo

Terminado às 5:32 pm do dia 18/07/2003


Imagine o gosto de boca de aspirador de pó após limpar o tapete que um cachorro cagou.
Imagine o gosto de uma pizza cujo sabor nem dá mais pra saber esquecida no fundo do forno de uma casa onde só moram homens.
Imagine o gosto de uma maria-fedida.
Imagine o gosto de um períneo sujo.
Este é um sabor que poucos jovens sentiram.
Este é um sabor que eu não queria ter a menor idéia de como é.
O gosto de ver a alma gêmea deixar de existir.

Sob influência de:
Morrissey - Ouija Board, Ouija Board
"Well, she has now gone
From this Unhappy Planet
With all the carnivores
And the destructors of it"

Nota rápida e não cantada!

"Eu queria acreditar todo tipo de sofrimento fosse apenas um sonho, pra acordar no dia seguinte e não sentir a dor da verdade!"

Acreditar que tudo pode mudar pode ser um erro, mas aprender a conviver com erros é plausível?