Previsão de tempo: 4:24 (Música Ára Bátur de Sigur Rós, começando de 4:33)
4:33 - 5:15 Cenas da cidade, em velocidade acelerada. Tipo Koyaanisqatsi. As coisas continuam acontecendo do lado de fora.
5:15 - 5:35 Um close no rosto do personagem principal, molhado de lágrimas, mas sereno.
5:35 - 5:45 Imagens de referências culturais. Capas de discos, cenas de filmes.
5:45 - 6:00 A mão dele se levanta e uma arma é vista.
6:00 - 6:15 Imagens da infância e de outras situações (retratadas no decorrer do filme) do a vida do personagem principal.
6:15 - 6:30 Ele coloca a arma contra sua própria cabeça.
6:30 - 6:45 Imagens do acidente que matou a garota.
6:45 - 7:00 - Mostra uma gota de lágrima caíndo no tênis do personagem principal, em camera lenta.
7:00 - 7:15 Imagens das festas que o personagem foi no decorrer do filme, após a morte da garota.
7:15 - 7:25 Close no dedo que está no gatilho da arma.
7:25 - 7:30 Imagens de consumo de bebida em meio a lágrimas.
7:30 - 8:00 (mais cenas aqui)
8:00 - 8:15 A mão e os dedos tremem, (a imagem ainda em câmera lenta) conforme a música atinge seu ápice. Uma lágrima passa ao lado de onde a arma está encostada.
8:15 - 8:22 O dedo, em close, aperta o gatilho (8:22).
8:22 - 8:31 As pernas do personagem principal perdem apoio e começam a cair. (ainda em câmera lenta)
8:31 - 8:57 Panorâmica da cidade, em velocidade acelerada. As coisas continuam acontecendo do lado de fora.
Fim.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
domingo, 4 de setembro de 2011
Requiem
Outro dia meu irmão ligou dizendo que sonhou com nosso pai. Que eu havia descoberto a razão pela qual o nosso pai estava doente, que eu tinha dito para ele parar de tomar os remédios. Que ele parou de tomá-los e ficou bom. Ele acorda e tem que lidar com o mundo real, nosso pai está...
Não ouso falar na minha dor, porque as pessoas que me rodeiam não se importam, nem entre parente próximos. Eu mesmo não me importo. Os dias passam, coloridos e insignificantes,
Uma mulher joga água quente na cabeça da criada, até não restar mais pele no alto da cabeça. Vejo esta notícia na internet, indiferente ao horror, à dor alheia, à moral e à lei. I don't give a shit, e eu gostaria de dar a mínima...É a mulher de um ditador, madame, modelo, inconsequente, imatura. Deve ter achado divertido ver a mulher se queimar. Não tem nada demais. Fiquei satisfeito de ver que ainda existe, no mundo de hoje, pessoas que tem prazer em fazer sofrer. 'Ver sofrer, muito bom; fazer sofrer, melhor ainda'. De repente tudo ficou claro. Assim como essa mulher, que vi em outros vídeos, não deve sentir o menor remorso, - pois se ela sentisse a menor empatia pela dor alheia jamais faria uma coisa dessas - e isto não se trata de ficção, mas de uma mulher DE VERDADE, com feridas pelo corpo inteiro, existem algumas pessoas no meu entorno que não se importariam em me fazer sofrer, por pura diversão. Eu conheço alguém assim. Como aquela mulher, é sustentada por uma pessoa muito rica, e talvez tenha perdido a noção de limites, precisamente porque não teve que medir forças com os limites impostos no convívio social para obter dinheiro. É uma pessoa mimada, fazendo experiências com o poder sem limites que dá o dinheiro nos dias de hoje. É um triste fato que faz-se o que quiser, contanto que o dinheiro seja suficiente. Não há nada que segure uma pessoa dessas, entregue ao bel-prazer. Dizem que só não faz isso quem não ganha dinheiro o suficiente para se emancipar da moral. Eu desejo imensamente que isso não seja verdade, e que solidariedade - não caridade!- seja uma coisa genuinamente humana. A grande guinada na moral se dá quando, o dinheiro diminui a tolerância da pessoa, quando ela pode pisar na outra a hora que quiser, pois normalmente somos egoístas e não suportamos muito ser contrariados. A fortuna faz fortuna mas também faz monstruosidades.
Decidi me afastar das monstruosidades, pelo meu próprio bem. Mas me dá a impressão, que se cheguei ao ponto de ter que tomar uma decisão, ao invés de agir por instinto, é porque no fundo eu não me importei muito em sofrer as consequências terríveis que me seriam impostas - por mais lento e inclinado à reflexão que eu seja - Será que eu me tornei mórbido? Terei sido ingênuo? Ainda posso me salvar?
Medo! aterrador, sincero, profundo
Oh! Porque ninguém acorda do pesadelo real que se tornou minha vida, depois que ela se foi?
Eu quero viver!
Mas como viver? como posso ter alegria se o meu mais terrível e profundo medo se concretizou? Se toda minha dedicação e cuidados foram anuladas por um único gesto of the fate!
Se a companhia da pessoa mais viva, no sentido forte do termo, que eu jamais conheci, alguém que fazia valer a expressão "viver intensamente", deu lugar há este vazio, a este requiem tão prematuro, tão indesejado...
Deus sabe que nesta pessoa, eu me espelhava naquilo que eu não sabia como fazer, e que ela cuidou de mim, e que ela me ensinou tanto. E que eu só tinha alegria na companhia dela, que ela era meu verdadeiro porto seguro, que eu acreditava nela com todo meu coração, que mesmo que ela não me amasse (como uma mulher ama um homem), o carinho sincero e verdadeiro que vinha dela tornava minha existencia mais leve, e eu menos sombrio, fazia a vida valer à pena- Ah
, se soubessem o que é um sorriso de verdade... - Não tenho mais vontade de sorrir, A vida virou uma coisa sem graça, uma piada de mau gosto contada por quem não sabe contar piadas. Estou sempre com o pé atraz. Não posso acreditar que coisas boas virão, não sem antes serem arrancadas antes que eu possa me dar contas delas. Eu adoraria acreditar que o fato de eu quase sempre ter apreciado muito a companhia dela, curtindo ao máximo cada segundo, significa que eu pressentia alguma coisa. Mas eu não pressentia. Tanto é que, logo antes da tragédia, eu havia decidido me comportar de maneira diferente daquela, me afastando. Eu pensei que aguentaria, mas também, o destino, que armou essa piada de mau gosto, não me disse que eu iria ter que suportar um afastamento assim, absoluto, infinito, absurdo, miserável e indigno! Maldito seja, oh meu destino!!! E nunca senti tanta amargura por ter feito algo assim... eu morri por dentro, e quem morre não pode sentir dor, ó destino desgraçado! fez de mim assassino, e lanho de carne que se move errante!
Mas eu preciso re significar essas experiências e afinal, no fundo, eu queria saber mesmo como era viver sem aqueles amigos, sozinho, tocando a vida adiante...senti que era necessário para eu crescer, e tinha que ser pra valer. Uma boa oportunidade...excessivamente dura.
Meu amor, meu único grande e verdadeiro amor
Sabia que eu fiquei morrendo de medo? pensar num caminho sem ti foi olhar para um túnel sem iluminação, lúgubre. Um caminho escuro, solitário, triste, tedioso, sem sentido. Eu percorreria enquanto pudesse, e acabaria quando o fim viesse... Como viver sem o seu amor? Como fui tolo em crer que podia ser auto-suficiente! Não, não penso isso realmente, porque não quero ser leviano comigo mesmo. Naquela época, estaria eu medindo forças com o mundo? Mas o pouco de forças que eu tinha, eu sei, eu devo elas a você...E não podia haver coisa mais constrangedora que sentir necessidade de me emancipar de quem me criou e me fortaleceu. Estou agora neste caminho lúgubre, e ainda tenho medo! Me protege como antes?? Mesmo que seja em sonho...Destino: quer o que? me ensinar a não ser arrogante?Ah...é vergonhoso, ser assim, uma pessoa em frangalhos... Inconsciente desgraçado, maldito! Porque me deixa sucumbir e não me ajuda a ficar bem, ao menos uma vez? Porque não me ilude um pouco, com esses perfumes superfulos essenciais? Ego desgraçado, maldito! Porque ao menos uma vez não para de se sabotar? Porque não aprende com ela ao invés de sentir inveja?!
Mas... se Schopenhauer estiver certo, eu não vou me anular como propõe sua filosofia alienada pela fraqueza de culturas niilistas, pelas quais ele vergonhosamente se deixou influenciar, mas sim ser tão feliz quanto esse mundo me permitir.
sábado, 3 de setembro de 2011
Sonhei com você.
E agora não sei se me mostro inundado
ou se me tranco no quarto e barro a água com a porta.
Só espero não ficar o dia todo como estou agora.
Só espero não ficar a vida toda como estou agora.
ou se me tranco no quarto e barro a água com a porta.
Só espero não ficar o dia todo como estou agora.
Só espero não ficar a vida toda como estou agora.
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