segunda-feira, 13 de junho de 2011

Born this way

O bom de ter sacrificado uma vida para ser artista, é que se tem o invejável privilégio de saber, com muita segurança, que a arte, em verdade, não tem qualquer consistência. Que se houver essência, é o vazio e que o mais profundo é o plano em que se pode ver a miríade princípios estranhos uns aos outros.
Alguns covardes, ou desonestos - talvez covardes e desonestos - ainda insistem, nos dias de hoje, meu deus!- depois que Shoemberg, Nietzsche, freud, Einstein mostraram que a validade de qualquer idéia depende da perspectiva de cada um, e da amplitude com que se observa!- em dizer que a obra de arte existe, com um significado mais profundo do que uma conversa entre dois estranhos.
Todos os artistas verdadeiros são tão ridículos quanto a Lady Gaga, e, na verdade, ela não é ridícula; deveria ser reverenciada como uma verdadeira artista. Porquanto acredita no que faz -por mais ridículo, cafona, clichê, que seja- . O mundo é o seu palco. Ela diz que vive entre a realidade e a fantasia, que nasceu assim.

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